Jovem é encontrada morta três meses depois de ser sequestrada no lugar do marido em Araquari

Em Foco

17/01/2025 - 12:40:00 | 2 minutos de leitura

Jovem é encontrada morta três meses depois de ser sequestrada no lugar do marido em Araquari

A jovem Camila Florindo D’Ávila, desaparecida desde 8 de outubro do ano passado, quando teria sido sequestrada por um grupo de homens em Araquari, foi encontrada morta na terça-feira (14), cerca de três meses após o crime. Segundo a Polícia Civil, o corpo da mulher de 22 anos estava enterrado em uma área de mata na cidade de Ibaiti, no interior do Paraná. Cinco pessoas já foram presas. O sequestro teria ocorrido na noite de uma terça-feira, no dia 8 de outubro, em um loteamento. Camila estava acompanhada de uma amiga e o marido quando um carro parou no local. Homens encapuzados saíram do veículo e informaram que eram da polícia. O objetivo dos suspeitos, segundo a Polícia Civil, era matar o marido de Camila. A vítima se relacionava com um homem que tinha envolvimento no tráfico.  Por conta da desavença entre os suspeitos e o marido de Camila, a mulher foi sequestrada após a tentativa de homicídio fracassada. De acordo com o Delegado Rafaello Ross, o homem saiu correndo e deixou a esposa para trás. O companheiro da vítima é considerado foragido por outros crimes. Na ocasião, a jovem foi levada à força para dentro do automóvel. Desde então, ela não foi mais vista. — Ele (marido de Camila) é integrante de uma organização criminosa e tudo nos aponta de que uma disputa dentro da organização criminosa buscava tirá-lo do cargo e executá-lo, mas acabaram não conseguindo alcançá-lo — explica o delegado Neto Gattaz. As investigações apontaram que Camila foi levada para Curitiba e depois para o interior do Paraná, onde foi executada, dois dias após o sequestro, com um disparo de arma de fogo. O corpo foi encontrado em uma cova em uma plantação de eucalipto na zona rural de Ibaiti. A Polícia também contou com apoio de outros órgãos policiais, inclusive do Núcleo de Operações com Cães de Santa Catarina para realizar as buscas. Oito suspeitos foram identificados, entre eles cinco já foram presos, dois continuam foragidos e um foi morto. Um deles ainda está sendo investigado para encontrar provas da participação.