Justiça condena técnico de enfermagem que estuprou paciente
Em Foco
05/02/2025 - 18:37:00 | 2 minutos de leitura

Um técnico de enfermagem foi condenado a 12 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, com base na denúncia do Ministério Público de Santa Catarina pelo crime de estupro de vulnerável. Ele é acusado de violentar uma paciente no momento em que a transportava na ambulância. Em oito de setembro de 2024, uma moradora de Curitibanos, na Serra Catarinense, que fica a cerca de 90 quilômetros de Lages, sofreu uma crise convulsiva. Ela precisou ser levada de ambulância para o hospital. Durante a viagem, porém, a mulher foi abusada sexualmente pelo técnico de enfermagem que deveria protegê-la. A vítima relatou que percebeu o homem tocando em suas partes íntimas. Mas não conseguiu se defender devido ao estado de saúde debilitado e ao efeito dos medicamentos sedativos. Assim que se recuperou, ela registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil. A mulher ainda faz tratamento terapêutico para tentar superar os traumas deixados pela situação. No depoimento, ela relatou que via o técnico de enfermagem cometendo os abusos. Mas não conseguia reagir, pois seu corpo estava paralisado devido às injeções que recebeu. “Vale ressaltar que o homem deveria dirigir a ambulância até o hospital. E não acompanhar a paciente na parte de trás do veículo, mas convenceu sua colega de trabalho a inverter os papéis”, informou o MP. O Promotor de Justiça Renato Maia de Faria diz que a condenação reflete a batalha contínua do MPSC para responsabilizar os agressores e proteger a dignidade das vítimas. “Os crimes sexuais praticados em contextos de vulnerabilidade merecem uma resposta firme, e nossa missão é batalhar contra a impunidade, moldando o comportamento social para respeitar por completo a dignidade da pessoa humana”, afirmou o promotor. O técnico de enfermagem não poderá recorrer em liberdade e está cumprindo a pena em regime fechado. Ele responde a outra ação penal pelo mesmo crime na Serra Catarinense. Segundo a denúncia, os abusos teriam sido cometidos no quarto de um hospital da região, também enquanto a paciente estava sob efeito de um medicamento sedativo. O processo corre em segredo de justiça.
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