Justiça dos EUA determina devolução ao Brasil de esmeralda com quase 380 kg encontrada na Bahia
Geral
23/11/2024 - 13:35:00 | 2 minutos de leitura

Após anos de briga judicial, a Justiça dos Estados Unidos acatou na última quinta-feira (21) o pedido do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) de repatriação da Esmeralda Bahia para o Brasil. A pedra bruta, encontrada em 2001 em Pindobaçu, no norte da Bahia, pesa aproximadamente 380 kg e é considerada um tesouro nacional. A esmeralda foi extraída e comercializada ilegalmente para o país americano, segundo a Advocacia-Geral da União. O juiz responsável pelo caso, Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, acatou o argumento brasileiro de que a pedra preciosa foi extraída e exportada ilicitamente. O magistrado determinou que o Departamento de Justiça dos EUA protocole a decisão final de repatriação até o dia 6 de dezembro. Ainda cabe recurso da decisão, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU). Caso aconteça, pode haver suspensão da repatriação até nova decisão da Justiça americana. Por enquanto, a Esmeralda Bahia segue sob a custódia da Polícia de Los Angeles, no estado na Califórnia. “Esta é uma vitória importantíssima para o Estado brasileiro, fruto de trabalho conjunto de cooperação da Advocacia-Geral da União (AGU) com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério da Justiça. Mais do que um bem patrimonial, a Esmeralda Bahia é um bem cultural brasileiro, que será incorporado ao nosso Museu Geológico", disse o advogado-geral da União, Jorge Messias. A pedra preciosa foi levada do Brasil sem autorização ou permissão. Posteriormente, foi enviada aos EUA em 2005 com a utilização de documentos falsificados, afirmou a AGU. Em 2017, uma decisão na Justiça Federal em Campinas, no estado de São Paulo, condenou dois acusados de enviar ilegalmente a esmeralda aos Estados Unidos, em uma ação penal que também declarou que quem estivesse em posse da pedra devolvesse ao Brasil. Os empresários Elson Alves Ribeiro e Ruy Saraiva Filho foram condenados pelos crimes de receptação, uso de documento falso e contrabando. A AGU atua há quase uma década no caso, desde que fez um pedido de cooperação jurídica à Justiça dos EUA por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A decisão pela repatriação atende a um pedido feito também pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que, em maio de 2022, acolheu decisão da Justiça brasileira determinando a devolução da pedra.
Mais Geral
- 03 AbrCai o número de brasileiros na lista de bilionários da Revista ForbesLEIA MAIS
- 03 AbrTaurus produzirá drone militar com arma, visão 4K e IA para reconhecimento de alvosLEIA MAIS
- 03 AbrMenino de 3 anos morre após ser esquecido pela tia dentro do carroLEIA MAIS
- 03 AbrIdosa usou pedra rara avaliada em R$ 6 milhões como peso de porta sem saberLEIA MAIS
- 02 AbrFamília denuncia creche após bebê voltar para casa com 12 mordidasLEIA MAIS
- 02 AbrSeis quiosques ligados a crimes como extorsão e ameaça são demolidos em praias de FlorianópolisLEIA MAIS
- 01 AbrCom fantasias de terror, alunos eram obrigados fazerem sexo com professoraLEIA MAIS
- 01 AbrFalha causa prejuízo de R$ 250 mil após ocasionar a morte de mais de 70 mil peixes em CorupáLEIA MAIS
- 01 AbrMãe que vendeu filha de 27 dias para empresária é presaLEIA MAIS