La Niña pode não afetar Santa Catarina este ano

Meio Ambiente

06/08/2024 - 11:07:00 | 2 minutos de leitura

La Niña pode não afetar Santa Catarina este ano

Meteorologistas em Santa Catarina estão prevendo que o fenômeno La Niña, conhecido por influenciar significativamente o clima no Brasil, pode não ocorrer no estado este ano. Tradicionalmente, La Niña causa resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e afeta padrões de chuva e temperatura em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil. Este ano, contudo, a previsão da Epagri/Ciram, divulgada na última quinta-feira, sugere um cenário de neutralidade climática para o mês de agosto, com possíveis manifestações fracas de La Niña entre o final do inverno e a primavera. A análise indica que os modelos climáticos estão mostrando uma diminuição na probabilidade de ocorrência do fenômeno, bem como uma redução em sua intensidade e duração previstas. Em Santa Catarina, isso significa que os padrões de chuva para os próximos meses podem não ser tão afetados quanto em anos anteriores. A previsão da Epagri aponta que as precipitações devem se manter próximas às médias históricas para a região, com um ligeiro aumento esperado para outubro. Especificamente, espera-se que os volumes de chuva em agosto variem entre 110 e 190 milímetros em áreas como o Oeste, Meio-Oeste e Planalto, e entre 110 e 150 milímetros no Vale do Itajaí e Litoral. Em setembro, os totais podem variar de 150 a 210 milímetros nas regiões do Oeste e Meio-Oeste, com outras áreas recebendo entre 110 e 170 milímetros. Já em outubro, os volumes mais elevados do trimestre, entre 210 a 280 milímetros, são esperados no Oeste e Meio-Oeste, enquanto as outras regiões deverão receber entre 140 e 180 milímetros. Embora La Niña seja conhecida por intensificar a seca no Sul do Brasil, a ausência do fenômeno este ano poderia aliviar potenciais impactos negativos, como estiagens prolongadas. No entanto, os meteorologistas alertam que a situação ainda requer monitoramento contínuo, dado o comportamento frequentemente imprevisível desses fenômenos climáticos globais.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação NSC