Lula chama governadores de ingratos e exalta acordo das dívidas dos estados

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17/01/2025 - 12:33:00 | 2 minutos de leitura

Lula chama governadores de ingratos e exalta acordo das dívidas dos estados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “ingratos” os governadores que criticaram os vetos ao projeto de renegociação da dívida dos estados com a União. A declaração foi feita nesta quinta-feira (16), durante evento de sanção da reforma tributária no Palácio do Planalto. “Foi uma coisa extraordinária. E os governadores que são os cinco maiores, que devem mais, que são ingratos. Porque deviam estar agradecendo ao governo federal e ao Congresso Nacional, mas alguns fizeram críticas porque não querem pagar. E, a partir de agora, vão pagar”, disse Lula. A lei foi sancionada no início desta semana e é de autoria de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado. O projeto institui o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) para a renegociação dos mais de R$ 760 bilhões em dívidas das unidades federativas com a União. Após Lula vetar trechos da lei, os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul; Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás, criticaram a decisão do Palácio do Planalto. Juntos, os governadores integram o grupo dos estados que acumulam o maior débito com a União. “A gente vai se preocupar com os outros estados que não devem. É muito engraçado: os pobres pagam as suas dívidas, os ricos não pagam. O acordo que fizemos na dívida dos estados é uma coisa excepcional para este país”, afirmou o presidente Lula, que também saiu em defesa de Rodrigo Pacheco. Na terça-feira (14), após diversos governadores manifestarem descontentamento com os vetos, Pacheco saiu em defesa do presidente Lula. “O momento é de agradecer ao presidente Lula pela sanção do Propag e aproveitar a oportunidade que os estados terão para equacionar um problema histórico. Por meio desse programa, o governo federal abre mão de receber juros, permite o alongamento da dívida em 30 anos e aceita receber ativos diversos como pagamento”, afirmou Pacheco, em nota oficial.