Mãe de família internada no Piauí já perdeu quatro filhos por envenenamento

Em Foco

07/01/2025 - 11:17:00 | 2 minutos de leitura

Mãe de família internada no Piauí já perdeu quatro filhos por envenenamento

Francisca Maria da Silva, de 32 anos, que está entre os membros da família internados após comer arroz envenenado no Piauí, já perdeu quatro filhos por envenenamento. Dois deles, de oito e sete anos, morreram há cerca de cinco meses depois de ganharem um saco de cajus envenenados da vizinha, por estarem “roubando frutas do quintal dela”. Outra menina, Lauane da Silva, de três anos, morreu no Hospital de Urgência de Teresina na madrugada da segunda-feira (6), após comer o arroz que mandou nove pessoas da mesma família para o hospital. O caçula, um bebê de 1 ano e 8 meses, também foi vítima deste episódio, e morreu já na quinta-feira (2), um dia após a família consumir o alimento. A menina que morreu na última madrugada estava internada no Hospital de Urgência de Teresina desde a última quarta-feira (1º). A mãe e a irmã, de quatro anos, ainda estão internadas. O bebê, Ingo Davi da Silva, morreu na última quinta-feira no Hospital Regional Dirceu Arcoverde. Além dele, morreu também Manoel Leandro da Silva, de 18 anos, tio de Lauane.  A mãe está no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba. A outra filha está no hospital de Teresina, o mesmo onde a irmã morreu. Outras quatro pessoas da família foram hospitalizadas, mas já receberam alta. O caso aconteceu no dia 1º de janeiro, e inicialmente as suspeitas eram de que o peixe recebido pela família em uma doação estivesse envenenado ou estragado, o que teria causado as internações — mas não foi o que o laudo pericial do Instituto de Medicina Legal (IML) concluiu. O veneno consumido pela família, segundo o laudo, estava no baião de dois (arroz preparado com feijão), que havia sido feito por eles no dia anterior. Agora, a Polícia Civil do Piauí (PCPI) investiga o caso como homicídio. — Estava em todo o arroz, em grânulos visíveis — revelou o médico Antônio Nunes, diretor do IML, ao g1. Isso significa que a substância foi colocada em grande quantidade no alimento.