Novo remédio mostra potencial para tratar doenças neurodegenerativas
Em Foco
27/01/2025 - 12:27:00 | 3 minutos de leitura

Camundongos que eram cegos devido a problemas neurológicos conseguiram recuperar parcialmente a visão graças a um tratamento experimental. Conduzido por pesquisadores da Universidade do Colorado, o novo medicamento apresenta potencial para tratar doenças neurológicas como, por exemplo, a esclerose múltipla (EM). Segundo a pesquisa publicada na Nature Communications, o medicamento LL-341070 acelera o reparo de mielina, que é importante para a comunicação entre as células nervosas. A deterioração da mielina leva ao declínio cognitivo, à perda de visão e a dificuldades motoras e pode acontecer tanto devido ao envelhecimento quanto ao surgimento de doenças. O novo medicamento demonstrou potencial para reverter danos na reparação de mielina, melhorando a função cerebral relacionada à visão em camundongos. “Esta pesquisa nos aproxima de entender como o cérebro tem a capacidade de se curar”, diz Ethan Hughes, coautor do estudo. “Ao aproveitar esse potencial, esperamos ajudar pessoas com doenças neurodegenerativas a recuperar algumas de suas funções perdidas”, afirmou. Em outras palavras, a condição resulta em danos permanentes com a destruição dos nervos, o que leva a problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os sinais iniciais da doença dependem de quais nervos foram afetados. Fraqueza muscular, sensação de dormência ou formigamento em braços e pernas, cansaço extremo e lapsos de memória são comuns. Além desses, fala lentificada, pronúncia hesitante das palavras ou sílabas, visão embaçada ou dupla, tremores e dificuldade para engolir são alguns dos principais sintomas. Esses sintomas surgem ao longo da vida com a progressão da esclerose múltipla, sendo mais evidentes durante os períodos conhecidos como crise ou surtos da doença. Além disso, eles podem ser agravados quando há exposição ao calor ou febre As causas da doença ainda são desconhecidas. No entanto, sabe-se que os sintomas estão relacionados com alterações imunológicas. Estudos apontam que ter entre 20 e 40 anos, ser mulher, ter casos da doença na família, ter baixos níveis de vitamina D e doença autoimune são alguns dos fatores associados à condição. Por ter origem desconhecida até o momento, não existe cura para a esclerose múltipla. Contudo, há tratamentos que ajudam a atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença. O cérebro possui mecanismos naturais de reparação, mas o envelhecimento ou doenças como a EM atrapalham esses mecanismos. O LL-341070 facilitou significativamente esse processo, promovendo a regeneração de células responsáveis pela produção de mielina (oligodendrócitos).
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