Pecuarista é suspeito de queimar braço de menino indígena com ferro de marcar boi na Ilha do Bananal

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26/10/2024 - 10:47:00 | 2 minutos de leitura

Pecuarista é suspeito de queimar braço de menino indígena com ferro de marcar boi na Ilha do Bananal

indígena com ferro de marcar boi na Ilha do Bananal Agressão aconteceu em um retiro perto da Aldeia Macaúba e os representantes do povo Karajá querem que homem deixe a região. Caso é investigado pela Polícia Civil e já está na Justiça por meio do MPE e defensorias. Um menino indígena de apenas 6 anos, morador da aldeia Macaúba, na Ilha do Bananal, foi ferido no braço com um ferro de marcar boi. O suspeito de ferir o menino é um pecuarista que aluga terras na região, que após ser denunciado deverá deixar o local. A aldeia fica na divisa do Tocantins com o Mato Grosso e a agressão foi em um retiro próximo ao local. De acordo com um documento feito pela família da criança e entregue à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o homem, que não teve o nome divulgado, estava irritado com a criança, agarrou-a pelo braço e a marcou com um marcador de gado, causando sérias lesões físicas e psicológicas. O documento também pediu que o homem seja retirado imediatamente da Ilha do Bananal, e que seja investigado e responsabilizado pela agressão ao menino. O nome do pecuarista não foi divulgado e o g1 não conseguiu contato da defesa. Conforme o boletim de ocorrência, a criança brincava e corria nas proximidades onde pessoas lidavam com o gado. Nesse momento o proprietário do retiro irritou-se com a brincadeira e a feriu, gerando queimadura grave no braço direito. Assustada, a criança correu para os braços da mãe. O Ministério Público Federal (MPF) permite que pecuaristas arrendem terras indígenas. Mas representantes do povo Karajá deram 30 dias para que agressor deixe a região. O Ministério Público Estadual (MPTO) e as Defensoria Pública da União e do Tocantins também entraram com ação na justiça sobre o caso.