PF combate tráfico internacional de mulheres com mandado em SC

Em Foco

19/12/2024 - 13:47:00 | 2 minutos de leitura

PF combate tráfico internacional de mulheres com mandado em SC

Uma investigação da Polícia Federal que apura o crime de tráfico internacional de mulheres para fins de exploração sexual cumpriu um mandado de busca e apreensão em Santa Catarina na quarta-feira (18). O alvo da operação, denominada Catwalk, era uma mulher, suspeita de ser uma aliciadora do grupo criminoso. O mandado foi cumprido na cidade de Barra Velha, no Litoral Norte. De acordo com a Polícia Federal, a mulher também tem endereços nos estados de São Paulo e Paraná, onde a polícia também realizou buscas. Além das ordens judiciais, a Justiça determinou, ainda, medidas cautelares, como a apreensão do passaporte, a proibição de novas emissões de documentos de viagem e o sequestro de bens. Os demais investigados também tiveram o acesso às redes sociais restringido e não podem se comunicar entre eles. A investigação teve início a partir da denúncia da mãe de uma das vítimas, residente em São José dos Campos, em São Paulo. A jovem se candidatou ao trabalho oferecido por uma falsa agência de modelos, do Rio de Janeiro. A empresa selecionava garotas jovens com um perfil específico – aparência infantojuvenil – e prometia vagas de trabalho como modelo no exterior. Porém, na realidade aliciava as vítimas e as mantinha em regime de exploração sexual mediante fraude, coação contratual e exploração de vulneráveis. As vítimas tinham seu passaporte retido pelas aliciadoras e, posteriormente, eram levadas para Dubai. Permaneciam lá até que houvesse uma nova seleção e as aprovadas seguiam para a Arábia Saudita e também países europeus, asiáticos e Estados Unidos. Elas ficavam nestes locais por até 180 dias. Conforme apurado, em território estrangeiro, as vítimas não tinham nenhum tipo de liberdade e tinham todos os movimentos monitorados. Elas recebiam uma vida de aparente conforto e luxo material durante o período em que passavam pela exploração. As investigações identificaram 10 vítimas. Constataram, ainda, que o movimento da falsa agência de modelos girava em torno de dezenas de mulheres enviadas todos os meses.