Presidente da Ucrânia quer garantias da Otan antes de negociar com Rússia

Geral

02/12/2024 - 12:47:00 | 2 minutos de leitura

Presidente da Ucrânia quer garantias da Otan antes de negociar com Rússia

Pessoas participam do funeral do soldado ucraniano Pavlo Vedybida, morto em combate perto da cidade de Chasiv Yar, na província de Donetsk, realizado em 30 de novembro de 2024 em Kiev. Pessoas participam do funeral do soldado ucraniano Pavlo Vedybida, morto em combate perto da cidade de Chasiv Yar, na província de Donetsk, realizado em 30 de novembro de 2024 em Kiev. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou, neste domingo (1º), que seu país precisa de armas e garantias de segurança por parte da Otan, antes de qualquer eventual negociação com a Rússia para pôr fim ao conflito armado. Zelensky fez essas declarações em uma coletiva de imprensa junto com o novo presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, que viajou à Ucrânia no primeiro dia de seu mandato. Costa viajou acompanhado da nova responsável pela diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, e da comissária de Ampliação, a eslovena Marta Kos. Em suas declarações, Zelensky disse que um convite da Otan à Ucrânia para se unir à aliança militar transatlântica era necessário para a "sobrevivência" do país. Por isso, pediu armas e garantias de segurança. "Somente quando tivermos todos esses elementos e em posição de força, teremos que fazer a muito importante agenda de nos reunir com os assassinos", disse, em referência à Rússia. Entre o armamento que pediu, o líder ucraniano destacou os projéteis de longo alcance. A viagem de altos funcionários da UE a Kiev acontece em um contexto de muita tensão entre Moscou e os países do Ocidente, após os disparos feitos pela Ucrânia com mísseis americanos e britânicos contra o território russo e o lançamento de um míssil hipersônico experimental por parte da Rússia. A nova equipe de dirigentes da UE tenta mostrar seu firme apoio a Kiev. As forças ucranianas estão perdendo terreno no front, e a iminente chegada de Donald Trump à Casa Branca ameaça a continuidade da ajuda de Washington aos ucranianos. "Viemos com a mensagem clara de que apoiamos a Ucrânia e seguimos oferecendo todo o nosso apoio", disse Costa aos meios de comunicação que o acompanhavam, entre eles a AFP.