Reduflação: conheça o fenômeno que diminui o poder de compra no Brasil

Geral

11/03/2025 - 18:46:00 | 2 minutos de leitura

Reduflação: conheça o fenômeno que diminui o poder de compra no Brasil

O aumento nos preços de alimentos nos supermercados tem levado os brasileiros a fazer compras com calculadora em mãos. Levando menos produtos em virtude do preço elevado, os consumidores encontram nas prateleiras outro problema: produtos que estão diminuindo de tamanho e sendo vendidos com preço igual ou maior que a versão “completa”.  Isso se deve ao fenômeno da reduflação, que nos últimos anos vem sendo um dos fatores que diminuiu o poder de compra do brasileiro. Reduflação é o fenômeno em que produtos diminuem de tamanho ou quantidade, mas seu preço se mantém inalterado ou apresenta um leve aumento. O PhD em economia Vandick Silveira esclarece que a reduflação é uma maneira disfarçada de aumentar o preço do produto sem que o consumidor perceba. “Com a reduflação você tem um produto que anteriormente, por exemplo, pesava 200g e agora passa a ter 180g. É uma perda que representa um aumento inflacionário. As pessoas notam (a alta dos valores) quanto aumentam a frequência de compra deste mesmo produto”, destaca o especialista. Para o economista, a reduflação tem impacto direto no bolso do brasileiro. Com o produto menor, o consumo será mais rápido, fazendo com que o consumidor volte mais vezes ao mercado para repor. Silveira demonstra preocupação com o fenômeno, pois, em muitos casos, essa diminuição na quantidade dos produtos não é comunicada aos consumidores. De acordo com o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), as empresas têm o direito de mudar a quantidade ou os ingredientes de um produto. Contudo, a legislação brasileira esclarece que o aviso da mudança seja explícito, sem a possibilidade de gerar qualquer tipo de dúvida ao consumidor. O aviso da alteração tem que ocorrer por, pelo menos, seis meses de antecedência. “Isso é muito importante. Como tudo na vida e no mercado, é essencial olhar, analisar, pesquisar e comprar aquilo que mais lhe agrada, pelo preço que considera mais justo. Essa é a maneira de se manter atento e não ser facilmente vítima da reduflação”, analisa Silveira.