Soldador de laticínios fez modificação em BMW que matou quatro jovens em BC
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07/12/2024 - 13:14:00 | 3 minutos de leitura

Novos detalhes sobre o caso que ficou conhecido como “Caso BMW” trazem à tona a gravidade da instalação inadequada de peças no veículo, que resultou na morte de quatro jovens por asfixia, em Balneário Camboriú, Litoral Norte de Santa Catarina, no início de janeiro de 2024. A tragédia ocorreu após a inalação de monóxido de carbono proveniente de uma peça defeituosa, instalada em substituição ao catalisador do carro. De acordo com o Inquérito Policial finalizado pelo delegado Vicente, a peça, conhecida como downpipe, foi instalada de forma “precária e divergente” e custou R$ 25 mil ao motorista, Thiago de Lima Ribeiro. O responsável pela modificação não possuía qualificação técnica para a alteração e realizava as modificações com base em sua experiência como soldador em uma empresa de laticínios. A denúncia foi acolhida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e pela Justiça. A perícia da Polícia Científica concluiu que a causa da morte dos jovens foi asfixia devido à inalação de monóxido de carbono. O vazamento ocorreu após a ruptura do downpipe, permitindo que os gases tóxicos entrassem na cabine do veículo através do sistema de ar-condicionado. Thiago, que dirigia a BMW 320i M Sport, havia contratado o serviço de modificação em julho de 2023, buscando mais potência e barulho no escapamento. A alteração foi terceirizada a uma oficina em Aparecida de Goiânia (GO), onde a peça foi instalada por um homem de 48 anos sem qualquer formação técnica. O proprietário da oficina, de 35 anos, supervisionou o serviço, o que os tornou réus em um processo judicial que os acusa de homicídios culposos, quando não há intenção de matar. O acidente aconteceu logo após a virada de ano, em 1º de janeiro de 2024. O grupo de amigos, composto por Thiago, Karla Aparecida dos Santos, Gustavo Pereira Silveira Elias e Nicolas Oliveira Kovaleski, viajou de Paracatu (MG) para Florianópolis, onde passaram o Natal. Na virada de ano, seguiram para Balneário Camboriú, onde passaram o dia na praia e consumiram um cachorro-quente, sem ingerir líquidos, conforme relatos de testemunhas. Thiago já havia manifestado sintomas de mal-estar durante a viagem entre Florianópolis e Balneário Camboriú, incluindo náuseas. No entanto, a exposição ao monóxido de carbono naquele momento não resultou em sua morte. O grupo chegou à rodoviária de Balneário Camboriú por volta das 3h15 da madrugada, mas os corpos foram encontrados cerca de quatro horas depois, por volta das 7h30, já sem sinais vitais. A investigação ainda continua, com os responsáveis pela modificação ilegal do veículo sendo processados por homicídios culposos. O caso chamou a atenção nacional para os riscos de modificações não autorizadas e mal executadas em veículos.
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