Três cidades de SC tem as maiores taxas de estupro do país

Segurança

24/07/2024 - 08:52:00 | 2 minutos de leitura

Três cidades de SC tem as maiores taxas de estupro do país

Um relatório alarmante do Anuário de Segurança Pública revelou que três cidades de Santa Catarina estão entre as 50 cidades brasileiras com as maiores taxas de estupro. Chapecó, Camboriú e Itajaí apresentam índices preocupantes, com 82,8, 78,6 e 70,1 ocorrências por 100 mil habitantes, respectivamente. No total, Santa Catarina registrou 4.779 casos de estupro em 2023, um aumento de 1,65% em relação ao ano anterior. De acordo com o Anuário, o Brasil vive uma crise com um estupro ocorrendo a cada seis minutos. A maioria dos casos em Santa Catarina é classificada como estupro de vulnerável, incidindo sobre crianças, adolescentes ou pessoas incapazes de se defender. Em 2023, dos 4.779 casos registrados, 3.310 foram de estupro de vulnerável, representando aproximadamente 69% do total. As autoridades municipais das cidades mencionadas foram contatadas para comentar sobre os dados alarmantes. Chapecó e Itajaí responderam com detalhes sobre as medidas que estão sendo implementadas para combater esse tipo de violência. Chapecó está por lançar o projeto Fênix, que incluirá ações de conscientização e apoio direto às vítimas. Itajaí destaca a atuação da Guarda Municipal e as iniciativas de prevenção, como a programação do Maio Laranja, focada no combate ao abuso e exploração sexual de menores. Por outro lado, a resposta de Camboriú ainda é aguardada. A ausência de uma Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) na cidade é compensada pela existência da Sala Lilás, que oferece acolhimento e suporte às vítimas. O Estado possui uma rede de 32 DPCAMIs, que, juntamente com outras instituições, busca proporcionar um ambiente seguro e propício para o registro e acompanhamento de denúncias, como destacado pela delegada Patrícia Zimmermann. Ela enfatiza que, em cidades onde a rede de apoio é forte e ativa, os casos tendem a ser mais frequentemente registrados, refletindo não necessariamente uma maior ocorrência de crimes, mas uma maior confiança das vítimas em buscar ajuda.

Foto: Divulgação Visor Notícias