Um ex-comissário da Voepass Linhas Aéreas, antiga Passaredo, fez críticas à manutenção das aeronaves da empresa dona do avião que caiu em Vinhedo

Em Foco

13/08/2024 - 09:46:00 | 2 minutos de leitura

Um ex-comissário da Voepass Linhas Aéreas, antiga Passaredo, fez críticas à manutenção das aeronaves da empresa dona do avião que caiu em Vinhedo

“A empresa colocava a segurança em segundo ou terceiro plano. Visava mais o lucro e a gente tinha um avião que apelidava de 'Maria da Fé', pra você ter ideia. Porque só voava pela fé. Porque não tinha explicação de como o avião daquele estava voando”, disse o funcionário, que pediu para não se identificar.  Ele pede ainda que todos os funcionários que já passaram pela empresa relatem suas experiências. “Para poder evitar que alguma outra coisa possa acontecer no futuro. Tem muita negligência com a segurança”, conclui. O comandante Rui Guardiola, pioneiro dos aviões ATR no Brasil, voou 15 mil horas nesse modelo e trabalhou apenas um mês na Passaredo, hoje Voepass, em 2019, contou que durante seu período na empresa passou por uma situação com o botão que aciona o sistema antigelo e que a solução da manutenção foi colocar um palito.  “O problema foi detectado no nível de aquecimento de um dos sistemas. [...] Eu vi com esses olhos que a terra há de comer”, relembra. O avião que sofreu o acidente aéreo estava com problemas com ar-condicionado, falha no sistema hidráulico, tinha tido um contato anormal com a pista - um choque da calda da aeronave com a pista e essa batida causou um “dano estrutural” e vinha passando por uma série de paradas para manutenções. Ao ser questionada sobre as manutenções antes do acidente, a Voepass Linhas Aéreas respondeu que “informações relacionadas à investigação serão restritas à Aeronáutica e outras autoridades”.

Foto: Terra