Surto – O surto de ebola na República Democrática do Congo já causou 5.026 mortes em um total de 10.351 pessoas infectadas, com uma taxa de letalidade próxima a 50%, tornando-se o segundo mais mortal da história — atrás apenas da epidemia de 2014-2016 na África Ocidental. A maior concentração do vírus está no leste do país (províncias de Ituri e Kivu do Norte), tendo se espalhado por 67 zonas de saúde em oito províncias.
Desafios no Combate ao Surto
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Rastreamento Inficiente: Cerca de 80% dos novos casos ocorrem fora das cadeias de contatos monitoradas pelo Africa CDC.
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Surto – Falta de Atendimento Preventivo: Um terço dos mortos não chegou a receber atendimento em centros especializados, falecendo antes de realizarem o teste.
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Instabilidade Social e Econômica: O combate à doença é prejudicado por conflitos armados no leste do país, resistência populacional e paralisações de profissionais da saúde por salários atrasados (como o centro de Tchomia, em Ituri).
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Surto – Alcance Geográfico Histórico: O surto ultrapassou as fronteiras congolesas, registrando infecções no Quênia, Nigéria e Uganda, tornando-se o surto com maior alcance geográfico já observado no continente africano.
Surto – Características do Vírus e Tratamento
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Causa e Transmissão: Provocado pela espécie Bundibugyo (vírus da família Filoviridae). A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, fluidos corporais de infectados (vivos ou mortos) ou objetos contaminados. Não é transmitido pelo ar.
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Surto – Sintomas: Febre alta repentina, dores de cabeça e musculares, fraqueza intensa, diarreia, vômitos e, em quadros graves, hemorragias e falência de órgãos.
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Ausência de Imunização Específica: As vacinas e tratamentos existentes foram desenvolvidos para a espécie Zaire e não possuem eficácia comprovada contra a Bundibugyo. Atualmente, não há vacina ou terapia específica aprovada, sendo oferecidos apenas cuidados de suporte e alívio dos sintomas aos pacientes.
- Surto – A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose causada por vírus da família Filoviridae, pertencentes ao gênero Orthoebolavirus. O reservatório animal desses vírus não está definitivamente estabelecido, embora as evidências disponíveis indiquem que morcegos frugívoros possam atuar como hospedeiros naturais. A transmissão para seres humanos pode ocorrer a partir do contato com sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de animais infectados.
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Surto – Transmissão
- Origem animal: É uma zoonose transmitida pelo contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados (como morcegos frugívoros e macacos).
- Entre humanos: Ocorre por contato direto (através de pele com lesões ou mucosas dos olhos, nariz e boca) com sangue, fezes, vômito, saliva, urina ou sêmen de pessoas doentes ou falecidas.
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Principais SintomasOs sintomas aparecem entre 2 e 21 dias após a infecção:
- Febre alta e súbita
- Dor de cabeça intensa e fraqueza extrema
- Dores musculares e abdominais
- Diarreia, náuseas e vômitos
- Em casos mais graves, hemorragias internas e externas, falência de órgãos e choque. A taxa de letalidade varia de 25% a 90% dependendo da cepa.
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Surto -Diagnóstico e Tratamento
- Diagnóstico: Feito por exames laboratoriais específicos como o PCR. O médico especialista indicado é o infectologista.
- Tratamento: Baseado em medidas de suporte intensivo (hidratação vigorosa, controle de eletrólitos e febre). Para a cepa Zaire, há uso recomendado de anticorpos monoclonais.
- Vacinação: Existem vacinas aprovadas para a cepa Zaire (como a Ervebo), mas nem todas as espécies possuem imunizantes ou tratamentos específicos.
- Atualmente, são reconhecidas seis espécies no gênero Orthoebolavirus: Orthoebolavirus zairense, Orthoebolavirus sudanense, Orthoebolavirus bundibugyoense, Orthoebolavirus taiense, Orthoebolavirus restonense e Orthoebolavirus bombaliense. A essas espécies correspondem, respectivamente, os vírus Ebola (EBOV), Sudan (SUDV), Bundibugyo (BDBV), Taï Forest (TAFV), Reston (RESTV) e Bombali (BOMV).Surto – Ebola virus, Sudan virus, Bundibugyo virus e Taï Forest virus são conhecidos por causar doença em seres humanos. O Reston virus não é reconhecido como causador de doença humana, embora já tenha sido descrita infecção humana inaparente. Quanto ao Bombali virus, sua capacidade de causar doença em seres humanos permanece incerta.
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