Ciclones – Formação de dois ciclones consecutivos ao longo da semana traz chuvas volumosas, risco de alagamentos e ventania para o Centro-Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.
Ciclones – A semana está sendo marcada pela formação de dois sistemas ciclônicos de baixa pressão e o avanço de frentes frias associadas, afetando diretamente diversas regiões do país com temporais severos, queda de granizo e rajadas de vento intensas.
De acordo com previsões meteorológicas, o primeiro ciclone ganha força nesta quarta-feira (4) a partir de uma área de baixa pressão vinda do Paraguai.
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Quarta-feira (4): O sistema se consolida no Sul. As chuvas iniciam volumosas no Rio Grande do Sul, com elevado risco de alagamentos, enxurradas e alta no nível dos rios. Ao fim da tarde, a frente fria avança por Santa Catarina, Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.
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Quinta-feira (5): O sistema frontal atinge São Paulo. Um canal de umidade intensifica chuvas fortes em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e Tocantins.
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Sexta-feira (6): O ciclone se afasta em direção ao oceano, permitindo a volta do sol no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e partes do Centro-Oeste.
Segundo Ciclone: Sábado (7) e Domingo (8)
Ciclones – Na madrugada de sábado (7), um segundo ciclone extratropical se forma rapidamente, trazendo novas instabilidades.
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Sábado (7): Chuvas fortes atingem a divisa entre RS e SC já na madrugada. Pela manhã, o sistema se consolida provocando alertas nos três estados do Sul e no sul de Mato Grosso do Sul (ventos acima de 60 km/h). À tarde, o sistema avança rapidamente para SP, RJ, MG, GO, MS, MT e Rondônia. No litoral de SP e RJ, as rajadas podem ultrapassar 70 km/h.
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Domingo (8): A frente fria avança pelo Espírito Santo e norte/central de Minas Gerais, organizando um corredor de umidade que favorece chuva volumosa na Bahia, Tocantins e Pará.
Principais Riscos e Impactos Esperados
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Alagamentos e enxurradas urbanas e rurais;
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Elevação do nível dos rios;
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Quedas de árvores e destelhamentos;
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Interrupções no fornecimento de energia elétrica.
- Um ciclone é uma área fechada de baixa pressão atmosférica em que os ventos giram em movimento circular (no sentido horário no Hemisfério Sul e anti-horário no Hemisfério Norte) devido ao efeito de Coriolis
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Como se forma um cicloneA formação de um ciclone envolve o contraste de temperatura, o movimento de massas de ar e o aquecimento da superfície:
- Aquecimento e baixa pressão: O ar aquecido (geralmente sobre oceanos mornos ou pelo encontro de frentes) torna-se menos denso e sobe (movimento ascendente), deixando uma região de baixa pressão atmosférica na superfície.
- Entrada de ar frio: Para preencher esse espaço de baixa pressão, o ar frio e mais denso das regiões ao redor é puxado para o centro.
- Efeito de Coriolis: Conforme o ar converge para o centro de baixa pressão, a rotação da Terra desvia essa trajetória, fazendo o sistema girar em formato de espiral.
- Condensação e tempestades: À medida que o ar quente e úmido sobe, ele esfria, condensa o vapor d’água, forma nuvens densas e pesadas e gera ventos fortes e chuvas intensas.
Os ciclones são classificados de acordo com a região onde se formam e as características do seu núcleo.Principais Tipos de CiclonesOs ciclones são classificados de acordo com a região onde se formam e as características do seu núcleo- Ciclones Tropicais (furacões e tufões): Formam-se sobre águas oceânicas muito quentes nas regiões tropicais (entre 20°S e 20°N). Possuem núcleo quente e geram os ventos mais destrutivos do planeta.
- Ciclones Extratropicais: São os mais comuns no sul do Brasil. Formam-se em latitudes médias e altas (30° a 60°) a partir do choque entre uma massa de ar quente e uma massa de ar frio (frente fria). Possuem núcleo frio.


