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Trump-Eleição brasileira foi “fraudada ,” fala o presidente norte-americano

  • Trump –  Em declarações recentes, Donald Trump põe em dúvida o pleito brasileiro e fala em eleição “fraudada”, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro cogitam possibilidade de asilo nos EUA.
  •   O ex-presidente norte-americano Donald Trump rompeu o silêncio a respeito das eleições presidenciais no Brasil, levantando suspeitas sobre a legitimidade do pleito que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva. Em declarações dadas nesta segunda-feira (26), Trump afirmou que a eleição “pareceu fraudada”, criticando especificamente a prorrogação do horário de votação em algumas zonas eleitorais. No entanto, o republicano não apresentou qualquer prova ou indício para fundamentar suas acusações.

  • Trump – “Os democratas são os maiores fraudadores de eleições, embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Vocês viram aquilo? Não foi nada legal. Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom”, afirmou Trump.
  •  Apesar dos questionamentos ao processo eleitoral, Trump buscou adotar um tom ambíguo ao comentar sobre a figura do atual presidente brasileiro, afirmando que gosta de Lula e que preserva uma boa relação com ele.

  • Trump –  Em paralelo aos discursos sobre a eleição, desdobramentos de bastidores foram revelados pela CNN Brasil: interlocutores e aliados do senador Flávio Bolsonaro sustentam que o entorno do governo Trump teria sinalizado favoravelmente à concessão de um eventual asilo político ao parlamentar norte-rio-grandense/fluminense nos Estados Unidos. Até o momento, todavia, nenhuma autoridade oficial do governo dos EUA confirmou ou ratificou formalmente essa possibilidade.

  • O presidente Donald Trump está em meio a uma intensa maratona de campanha por todo o país, antes das Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, de 3 de novembro, realizando comícios quase diários para incentivar o comparecimento de eleitores a favor dos republicanos, que lutam para manter o controle do Congresso.

  • Em seus discursos de campanha, que duram 90 minutos, Trump defende suas políticas econômicas, se vangloriou do tamanho das multidões, zomba de manifestantes e chegou até a fazer comentários sobre as nádegas de um colega republicano.

    Aqui estão cinco pontos principais sobre as aparições do presidente, realizadas, em sua maioria, em áreas de forte apoio republicano pelo país:

  • O discurso econômico de Trump

    No início do mês, Trump afirmou ter feito um “mau trabalho” ao explicar seu desempenho econômico. Ele tem tentado corrigir isso em seus comícios, destacando uma taxa de pobreza em nível historicamente baixo, baixo desemprego, recordes no mercado de ações e preços mais acessíveis para alguns itens alimentícios.

    No entanto, seu discurso entra em conflito com as preocupações dos eleitores quanto aos gastos com combustível, compras de supermercado e outras despesas do dia a dia.

    Os preços ao consumidor aceleraram em setembro, impulsionados pela disparada no custo da gasolina. O preço médio do combustível nos EUA é de US$ 4,27 por galão (US$ 1,13 por litro) — cerca de 40% mais caro do que há um ano, segundo a AAA. Trump tem prometido, repetidamente, que os preços da gasolina cairão assim que a “guerra com o Irã” terminar.

  • Trump também participou de comícios para candidatos republicanos em disputas acirradas no Alasca, Iowa, Montana e Carolina do Sul.

  • O ex-chanceler Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais, criticou as falas do americano acerca do processo eleitoral do Brasil.
  • “Ele [Trump] está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações. Só se ele está se referindo à Meta”, afirmou Amorim.
  • Alckmin reage à declaração

    O vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin (PSB) classificou como “totalmente equivocada” a declaração de Trump.

    — Primeiro, não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo para o mundo de urna eletrônica e de segurança jurídica — declarou.

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