Queda – Após quase 22 anos de descobertas científicas sobre raios gama e supernovas, o observatório Neil Gehrels Swift encerra sua missão com reentrada descontrolada na atmosfera; risco para pessoas é considerado extremamente baixo pela NASA.
Queda – O observatório espacial Neil Gehrels Swift, com cerca de 1,5 tonelada, iniciou sua reentrada na atmosfera terrestre nesta quarta-feira (4), após quase 22 anos de operação em órbita. A trajetória de queda do equipamento abrange regiões entre aproximadamente 20,6 graus de latitude norte e sul, o que coloca o Brasil e outras partes da América Central e do Sul, África, Índia, Austrália e Sudeste Asiático na faixa de possível reentrada.
1. Dinâmica da Queda e Riscos
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Expectativa de Desintegração: A maior parte da estrutura do telescópio deverá se desintegrar e queimar durante a alta fricção e o aquecimento ao atravessar as camadas da atmosfera.
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Componentes Resistentes: Peças feitas de materiais de alta resistência, como componentes de tungstênio e partes dos espelhos dos instrumentos científicos, podem sobreviver à passagem e atingir a superfície terrestre.
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Avaliação de Risco: A NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos estimam que a probabilidade de um fragmento atingir alguém é extremamente baixa — aproximadamente uma chance em 2.100. A maior parte dos eventuais detritos que resistirem tende a cair nos oceanos ou em áreas desabitadas.
2. O Fracasso da Missão de Resgate
Queda – O retorno antecipado do satélite foi acelerado após o fracasso de uma tentativa inédita de salvamento tecnológico:
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A Operação LINK: A NASA havia contratado a empresa Katalyst Space Technologies para enviar uma espaçonave robótica chamada LINK, equipada com três braços mecânicos, projetada para capturar o Swift e elevar sua órbita.
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Falhas Técnicas: Lançado em julho de 2026, o veículo LINK apresentou falhas em componentes de controle de orientação durante a aproximação.
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Abandono do Projeto: Embora a espaçonave tenha se aproximado do Swift, a captura falhou, a missão foi abandonada em agosto e a própria espaçonave de resgate acabou reentrando na atmosfera em setembro.
3. Impacto da Atividade Solar
Queda – A degradação orbital do telescópio foi intensificada pelo clima espacial. A atividade solar acentuada nos últimos anos gerou erupções e ejeções de massa coronal que aqueceram e expandiram as camadas superiores da atmosfera da Terra. Esse processo aumentou drasticamente o arrasto atmosférico, fazendo com que o Swift perdesse altitude muito mais rápido do que o planejado. Sua última observação científica ocorreu em 20 de outubro.
4. O Legado Científico do Swift
Queda – Lançado em 20 de novembro de 2004, o observatório Swift revolucionou a astrofísica ao monitorar eventos de alta energia:
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Rajadas de Raios Gama: Detectou e localizou mais de 2 mil explosões de raios gama cósmicas.
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Supernovas e Buracos Negros: Estudou pelo menos 1.400 supernovas, além de cometas, asteroides e galáxias distantes.
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Aleras Rápidos: Sua capacidade de apontar rapidamente os instrumentos para eventos efêmeros permitiu que telescópios de grande porte, como o Hubble e o James Webb, investigassem fenômenos cósmicos de curta duração com muito mais precisão.
Quando um telescópio espacial desativado (como o Neil Gehrels Swift Observatory) reentra na atmosfera da Terra, ele passa pelas seguintes etapas e efeitos:
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- Desintegração na atmosfera: A maior parte do corpo principal do telescópio é feita de alumínio e materiais leves. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, o atrito gera um calor intenso que vaporiza cerca de 80% do objeto, criando uma grande bola de fogo visível a centenas de quilômetros de distância.
- Sobrevivência de peças resistentes: Componentes feitos de materiais mais duráveis — como suportes de titânio, anéis, conexões ou espelhos de níquel — conseguem resistir às altas temperaturas e podem atingir a superfície.
- Baixo risco para pessoas: A chance de que fragmentos causem danos a qualquer pessoa no solo é considerada extremamente baixa pela NASA.
- Áreas de queda: A maior probabilidade é que eventuais destroços caiam em oceanos ou áreas desabitadas, embora regiões de órbita inclinada (que incluem partes da América do Sul, África, Ásia e Austrália) fiquem na faixa de passagem.


