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Master – Ex-banqueiro Daniel Vorcaro nega irregularidades em depoimento à PF e pede “voto de confiança”

Master – Em oitiva antes de ser indiciado, Daniel Vorcaro nega fraudes na relação entre o Banco Master e o BRB, pede perícia externa, alega boa-fé e solicita liberdade para responder ao processo em casa.

Master – Preso desde março no presídio da Papudinha, o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, defendeu o arquivamento das investigações da Operação Compliance Zero em depoimento à Polícia Federal. Ele alegou ausência de provas e prejuízos, solicitou soltura e pediu um “voto de confiança” à delegada. No entanto, a PF concluiu o inquérito indiciando Vorcaro e mais 14 pessoas por crimes como organização criminosa e gestão fraudulenta, apontando perdas de aproximadamente R$ 2,7 bilhões ao BRB.

1. O Depoimento de Daniel Vorcaro

Master – No dia 15 de outubro, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou um depoimento de cerca de duas horas à delegada da Polícia Federal, Janaína Palazzo. Custodiado desde março no presídio da Papudinha (DF), Vorcaro defendeu o arquivamento do inquérito e rebateu as acusações de envolvimento em fraudes bancárias na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).

Durante a oitiva, Vorcaro alegou ter agido de boa-fé para solucionar uma troca de ativos da empresa Tirreno — apontada pela PF como empresa de fachada utilizada para repassar créditos fictícios ao BRB. Ele declarou:

“Aonde que eu fiz alguma coisa de errado neste processo para estar há um ano preso. A minha família toda destruída, com tudo acabado. Fui resolver um problema, de boa-fé.”

O ex-banqueiro sugeriu a realização de uma perícia externa para auditagem dos ativos vendidos e defendeu que possa aguardar a conclusão dos trâmites em liberdade:

“Arquive esse processo, porque não tem prova nenhuma, não tem prova de fraude, porque não tem prejuízo. Faça-se uma perícia. […] Me solta, primeiro, para não ficar esperando, deixa eu esperar em casa.”

Ao final da oitiva, elogiou o trabalho da delegada e solicitou um “voto de confiança”.

2. O Indiciamento pela Polícia Federal

Master – Apesar dos argumentos apresentados por Vorcaro, a Polícia Federal concluiu, na quarta-feira (28), a primeira fase da Operação Compliance Zero. Vorcaro e outros 14 investigados foram formalmente indiciados.

De acordo com o relatório final da PF:

  • Papel Central: Vorcaro mantinha uma “participação pessoal, reiterada e diretiva” nas operações com carteiras irregulares de crédito do Banco Master.

  • Beneficiário Principal: Na condição de controlador da instituição, ocupava o centro decisório para obter liquidez para o banco.

  • Crimes Apontados: Todos os 15 investigados foram acusados por gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

3. O Impacto Financeiro (Prejuízo Apurado)

Master – A Polícia Federal contestou a tese da defesa de que não houve danos financeiros. Segundo os investigadores:

  • O prejuízo formalizado e reconhecido até o momento é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

  • Parte expressiva dessas perdas decorre de carteiras de créditos inexistentes registradas em nome da empresa Tirreno.

  • A PF ressaltou no relatório que o montante se trata de perda real já contabilizada, e não de uma “estimativa abstrata ou de risco meramente eventual”.

4. A Posicionamento da Defesa

Master – Após a formalização dos indiciamentos, os advogados de Daniel Vorcaro se manifestaram publicamente sustentando que:

  1. Ausência de Danos: As transações do BRB com a Tirreno não geraram prejuízo ao banco público, tendo em vista que as carteiras originais foram substituídas por outros ativos que trouxeram resultados positivos para o BRB.

  2. Falta de Provas Novas: A defesa criticou a atuação da PF, afirmando que, após um ano de investigações, o órgão “se limita a repetir a mesma narrativa”, sem avanço de novas provas ou realização de perícia oficial que comprove prejuízos reais.

  3.  A PF concluiu o inquérito: indiciando Vorcaro e mais 14 pessoas por crimes como organização criminosa e gestão fraudulenta, apontando perdas de aproximadamente R$ 2,7 bilhões ao BRB.
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